A virada do século XX para o século XX é um período de grandes transformações em todos os setores da vida em sociedade. A recente República brasileira alimentava expectativa de um novo tempo, baseado nas ideias de modernidade e de progresso. Acreditava-se fortemente que o Brasil tinha um futuro promissor.

À época, São Paulo vivia o impacto das imigrações, abolição da escravatura, desenvolvimento da economia cafeeira, início da urbanização e da industrialização. Um contingente novo de imigrantes não subvencionados ocupava a área urbana das cidades e outro migrava da área rural que sofria com a epidemia de febre amarela.

Em apenas dez anos, de 1890 a 1900, a população de São Paulo dobrou. Estima-se que cerca de 910 mil imigrantes estrangeiros entraram no Estado, sobretudo italianos, espanhóis e portugueses, representando 21% da população. Nesses anos, a cidade de São Paulo passou de 65 mil para 240 mil habitantes.

Com o aumento populacional, circulação intensa de pessoas de diferentes lugares, inexistência de saneamento básico, habitações impróprias, trabalhos insalubres, e péssimas condições de vida da população – cresceram os casos de adoecimento e morte por doenças, cujas causas e tratamentos eram pouco conhecidos.