Havia uma polícia sanitária marítima no final do século XIX baseada no isolamento ou quarentena de navios e passageiros, na desinfecção e nas visitas sanitárias. No Porto, havia um grupo de médicos responsáveis pela inspeção dos navios para verificar o estado de saúde a bordo, indicar as medidas necessárias para o restabelecimento das boas condições de higiene, impor quarentena e fiscalizar a adoção das providências indicadas.

Antes de penetrar a bordo do navio, o médico interrogava o comandante da embarcação, então entrava e verificava as condições de saúde dos passageiros. Somente depois desse procedimento é que deliberava pela permissão do desembarque ou, no caso de identificação de doenças, encaminhava o navio para o ancoradouro do Lazareto da Ilha Grande – RJ, para que lá fosse feita uma inspeção pelo médico encarregado do serviço, quando ocorria o desembarque dos passageiros.

Os navios considerados infectados permaneciam em quarentena até um prazo determinado, de acordo com o que se entendia como o período de incubação da doença. As mercadorias eram desembarcadas e o navio e os objetos suspeitos de transmitir a doença eram desinfectados.

Foto: Pasteur – desinfectório flutuante do Rio de Janeiro, 1903. Os serviços de saúde pública: esboço histórico e legislação – 1808-1907. Diretoria Geral de Saúde Pública, Rio de Janeiro : Imprensa Oficial, 1909.

Foto: Memória Saúde