Somente no início do século XX, com o consenso produzido na área médica de que algumas doenças eram transmitidas por vetores como mosquitos e ratos, no caso da febre amarela e da peste bubônica, e não pelo ar e pelo contato com objetos infectados, é que o sistema de quarentena deixou de ser utilizado.

Com a difusão da microbiologia, a desinfecção passou a ter um uso específico e não generalizado no combate às doenças, mas a noção “infeccionista” (doenças transmitidas por miasmas) como elemento que contribuía para a disseminação dos micróbios permaneceu por longo tempo.

Havia, nas práticas sanitárias, a coexistência entre explicações “infeccionistas”, que relacionavam as doenças ao meio ambiente (miasmas, ar), justificando as ações de saneamento e as “contagionistas”, que acreditam no contágio direto entre indivíduos, de pessoa para pessoa ou pelo contato com objetos contaminados pelos doentes. O higienismo mesclava-se à teoria pasteuriana, gerando a permanência da prática da desinfecção.

Foto: Embarque de Italianos para o Brasil
Acervo do Museu da Imigração de São Paulo

Fonte: Memória Saúde