A emigração do final do século XIX foi provocada principalmente pelo novo arranjo industrial na Europa, com grande concentração populacional nas cidades, excluindo um número incontável de pessoas que cruzaram o Atlântico em busca de melhores condições de vida.

Na Itália, de onde veio para o Brasil o grupo mais expressivo nesse período, a imigração resultou, em grande medida, das adaptações à passagem do sistema feudal de produção para o sistema capitalista.

A expressão dessa transformação foi a concentração da terra nas mãos de poucos agricultores, as altas taxas de impostos sobre a terra, endividamento do pequeno produtor, a discrepância do valor do produto entre o grande e o pequeno produtor rural, e a forçosa migração deste para a indústria nascente. Juntam-se a esses fatores o vertiginoso aumento da população daquele país e a mecanização como fatores impulsionadores da emigração. Entre 1841 e 1940, foram sete milhões de italianos que deixaram o seu país, facilitados pelas políticas imigratórias da América e do próprio Estado italiano.

Mas também houve grupos que emigraram em decorrência de conflitos religiosos, guerras e explosões demográficas em seus países de origem.

Foram poucos os que emigraram espontaneamente e com recursos financeiros próprios.

Foto: Chegada de Imigrantes. Jornal O Imigrante, 1908
Acervo Arquivo Público do Estado de São Paulo.

Fonte: Memória Saúde