Navios notificados com a presença de cólera, peste ou febre amarela entre os passageiros e tripulantes eram impedidos de atracar nos portos brasileiros, sendo obrigados a retornar para o porto de origem.

Alguns dos portos não permitiam que os passageiros dos navios retornados desembarcassem durante um período de quarenta dias, denominado de quarentena, mantendo os imigrantes confinados a um espaço físico restrito e sujeitos ao agravamento das doenças, ao aumento das mortes e à intensificação da insegurança com relação à situação vivenciada e às perspectivas futuras.

Torna-Viagem

Foi no ano de 1893 que quatro navios notificados com a cólera-morbo foram impedidos de atracar em terras brasileiras.

Chamada de “torna-viagem”, era uma das medidas preventivas tomadas pelo governo brasileiro para impedir a entrada da doença no país.

Foi o caso do vapor Remo, saído de Gênova no dia 15 de agosto. Com 1.494 passageiros aglomerados, em péssimas condições de higiene, a embarcação teve quatro mortes durante a travessia e, ao chegar ao Lazareto da Ilha Grande, no Estado do Rio de Janeiro, foram notificadas mais três pessoas com a cólera. Impedidos de desembarcar no Brasil, ao retornar ao porto de origem, outras sessenta pessoas foram acometidas pela doença.

Foto: Navio de imigrantes
Acervo Arquivo Edgard Leuenroth – Unicamp

Fonte: Memória Saúde