Estudos históricos recentes desvendam a experiência com a viagem de imigração.

Acomodações desconfortáveis, anti-higiênicas, má alimentação, maus tratos, excesso de passageiros, resultando na certeza de adoecimento de boa parte dos viajantes.

A doença nos navios poderia se tornar rapidamente uma epidemia de difícil contenção, com grande número de mortos, inclusive de uma mesma família, esfacelando o projeto familiar de fazer a América.

 

Doenças e a sua propagação

Os processos de intercomunicação massiva – como é o caso das imigrações, urbanização e das transações comerciais – são potencialmente acompanhados da disseminação de doenças transmissíveis. Os microrganismos e vetores são levados de um lugar a outro com muita facilidade por pessoas, bagagens e mercadorias.

No movimento intenso de populações, ocorria a circulação de doenças exóticas que adentravam o país pelos portos e rapidamente chegavam ao interior do Estado com o trânsito e a acomodação das pessoas nas fazendas de café.

Diante disso, havia questões de saúde da população que precisavam ser equacionadas, sob pena de inviabilizar o projeto econômico e populacional dos países envolvidos. Eram assuntos que demandavam normatização internacional.

Foto: Agrupamento de Imigrantes
Acervo Arquivo Edgard Leuenroth

Fonte: Memória Saúde